Estava eu deitado, pronto para dormir na minha cama com lençóis acetinados e travesseiros revestidos com estampas floridas e um bordado que desconheço. Eram quase três horas da madrugada quando pensei "nossa, vou dormir, pois não aguento mais" – porém mal sabia eu que, naquele maldito instante, meu whatsapp iria tocar.
"tom, tom, tom" - vibrou meu whats. E com os olhos ainda fechados, estiquei minha mão e comecei a fazer movimentos aleatórios em busca de encontrar meu celular que estava sobre minha cama, então depois de quase um minuto sem encontrá-lo, abri meus olhos e vi aquela pequena luz de notificações piscando me indicando a direção certa de onde estava meu celular. Me ergui um pouco, com dificuldades devido ao sono, para a direita e, com ardor nos olhos, peguei o aparelho e li a seguinte mensagem:
– Oi, tudo bem?
Amigos, olhando essa pequena fala da para notar claramente que é uma menina, porém, não é! Quem ousou de, oculta santidade, tardar meu dormir, foi um amigo.
Puta que pariu man. Quem, em completa sanidade, chama alguém no whatsapp três horas da manhã para escrever "Oi, tudo bem"? Sei não, dai-me paciência. Respondi mesmo sem querer ou sem condições de manter minha pupila dilatada. E com aquele quarto escuro não dá.
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quinta-feira, 14 de maio de 2015
sexta-feira, 1 de maio de 2015
E os inventários?
Uma vez, em uma barulhenta tarde de sábado, estávamos em minha casa, Fernanda e eu. A gente conversava sobre diversos assuntos – os piores possíveis – então, no clima de conversa vai e conversa vem, Fernanda resolveu falar do menos harmonioso possível, ou seja, o fato de eu não postar tudo, ou quase tudo, que escrevo.
– Janderson, por que você não posta todos esses poemas, contos e crônicas no Facebook? –Perguntou ela, revirando alguns de meus inventários.
– Eu não! –Respondi, sem muito interesse no assunto.
–Mas você escreve bem, se duvidar até melhor que muitos diplomados por aí. – Replicou, com um ar de motivação e altruísmo.
– Eu não! –Respondi, sem muito interesse no assunto.
–Mas você escreve bem, se duvidar até melhor que muitos diplomados por aí. – Replicou, com um ar de motivação e altruísmo.
Na casa do Davi
Enquanto comíamos, um ar de observação reinava a mesa. Pensei o que fazia ali, pois não gostava de quase ninguém que ali se encontrava e resolvi, em meio a observações, quebrar todo aquele ritual de silêncio. Pensei que fosse incomodar, mas foda-se. Ninguém mandou me convidar.
- Imagina só, se o ser humano pudesse lê a mente das pessoas? - Perguntei, enquanto bebia suco - Tipo, tu chega em uma menina para cantá-la e se frusta pela resposta negativa, pois ela já sabia que você queria apenas comê-la, e não algo sério como os homens fingem ser. Seria louco. O mundo seria mais sincero, pois teríamos que falar a verdade. Não teríamos escolhas, frustrações, conversas fiadas, blá, blá, blá.
- Imagina só, se o ser humano pudesse lê a mente das pessoas? - Perguntei, enquanto bebia suco - Tipo, tu chega em uma menina para cantá-la e se frusta pela resposta negativa, pois ela já sabia que você queria apenas comê-la, e não algo sério como os homens fingem ser. Seria louco. O mundo seria mais sincero, pois teríamos que falar a verdade. Não teríamos escolhas, frustrações, conversas fiadas, blá, blá, blá.
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